sexta-feira, 21 de maio de 2010

Quer uma balinha?

Ontem, devido a imensa burocracia para alteração de uma empresa, tive que ir aos agradáveis órgãos públicos. Diferente do que sempre costumo fazer, não fui ouvindo música. Decidi observar essa cidade louca! Na ida, fui rezando meu terço, observando comportamentos, paisagens. Resolvi o que tinha de ser resolvido. Voltei para estação Sé e me deparei com um quiosque da Nestlé! Huum... Não prestou! Tive de parar e adquirir um Chokito. A moça, super simpática (raridade hoje em dia), me disse “bom dia”, então fiz o meu pedido: - ”Por favor, um chokito”. Ela respondeu: “Um chocolate quente senhora?”. Achei que fosse algum tipo de cortesia, mas não! Ela não tinha me escutado direito mesmo. O preço do tal chocolatinho, era R$ 1,90. Dei a ela R$ 2,00, quando chegou a hora do troco, ela me perguntou: - “Moça, posso ficar te devendo R$ 0,05?”. Rapidamente eu respondi que sim, muito obrigada e até logo. Quando estava descendo as escadas, comecei a refletir que, se fosse eu quem quisesse ficar devendo a ela R$ 0,05, certamente ela não me venderia mais o chocolate, pois haveria um desfalque em seu caixa. Por outro lado, ter esse dinheiro, não me deixaria mais pobre ou mais rica, mas era meu! A diferença também estaria em meu caixa. Algo simples, mas corriqueiro. É muito comum você escutar: “Posso completar o troco em balas?”. Ora, se você pode me devolver o troco em balas, creio que eu futuramente possa lhe pagar da mesma forma. Certo? Errado, mas naquele momento, eu poderia ter sido a pessoa mais mesquinha do mundo e recusado o pedido dela. Que sentido teria? Aprendi que entre ter razão e ser feliz... Nem preciso dizer! Mas, continuo não concordando com certas atitudes desses comerciantes. Por favor, respeitem o seu cliente. Não faça balas monetárias! Dinheiro é dinheiro, bala é bala e R$ 0,05 tem dono e valor.

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